O BlogBESSS...

Bem-Vindos!


Blog ou Blogue, na grafia portuguesa, é uma abreviatura de Weblog. Estes sítios permitem a publicação e a constante atualização de artigos ou "posts", que são, em geral, organizados através de etiquetas (temas) e de forma cronológica inversa.


A possibilidade de os leitores e autores deixarem comentários, de forma sequencial e interativa, corresponde à natureza essencial dos blogues
e por isso, o elemento central do presente projeto da Biblioteca Escolar (BE).


O BlogBESSS é um espaço virtual de informação e de partilha de leituras e ideias. Aberto à comunidade educativa da ESSS e a todos os que pretendam contribuir para a concretização dos objetivos da BE:

1. Promover a leitura e as literacias;

2. Apoiar o desenvolvimento curricular;

3. Valorizar a BE como elemento integrante do Projeto Educativo;

4. Abrir a BE à comunidade local.


De acordo com a sua natureza e integrando os referidos objetivos, o BlogBESSS corresponde a uma proposta de aprendizagem colaborativa e de construção coletiva do Conhecimento, incentivando ao mesmo tempo a utilização/fruição dos recursos existentes na BE.


Colabore nos Projetos "Autor do Mês..." (Para saber como colaborar deverá ler a mensagem de 20 de fevereiro de 2009) e "Leituras Soltas..."
(Leia a mensagem de 10 de abril de 2009).


Não se esqueça, ainda, de ler as regras de utilização do
BlogBESSS e as indicações de "Como Comentar.." nas mensagens de 10 de fevereiro de 2009.


A Biblioteca Escolar da ESSS


PS - Uma leitura interessante sobre a convergência entre as Bibliotecas e os Blogues é o texto de Moreno Albuquerque de Barros - Blogs e Bibliotecários.

quinta-feira, 20 de março de 2014

Proposta de Correção do Teste Intermédio de Português - 12º Ano

Trabalho realizado pelo aluno Bruno Pereira, 12º I 
Prof. João Morais
Grupo I

1) A Rémora é um peixe que se caracteriza pelo seu escasso tamanho (“os peixes menores”; “peixezinho tão pequeno no corpo”) e por uma força enorme, desproporcionada ao seu corpo (“tão pequeno no corpo e tão grande na força e no poder”). Tal força é-nos representada através do exemplo de a Rémora “se pega[r] ao leme de uma Nau da Índia” e “a prende[r] e amarra[r] mais que as mesmas âncoras”, ou seja, de ser capaz de imobilizar as embarcações. 

2) A analogia estabelecida entre a língua de Santo António e a Rémora baseia-se nos elementos comuns a ambos: a força e o poder, associados à humildade e à estatura reduzida. Assim, como a Rémora, peixe pequeno, é ainda capaz de imobilizar uma nau (“prende e amarra”) e de reorientar o seu trajeto, a língua de Santo António, com o seu poder persuasivo, é capaz de travar as paixões humanas, orientando, através da razão, as ações dos homens. 

3) A alegoria é uma figura de estilo que, aplicada nas pregações do Padre António Vieira, tem em vista a clarificação de uma ideia ou conceito concreto através de uma representação abstracta. Assim, o pregador exalta certos pecados humanos como a soberba e a vingança: a Nau Soberba representa a manifestação da vaidade e da arrogância dos homens (“velas inchadas do vento”), e a Nau Vingança, associada à guerra e à violência, é representada por elementos pertencentes à guerra (“artilharia abocada”). Consequentemente, virá o desastre e a destruição, resultante de tais pecados humanos (“bota-fogos acesos”): a destruição da nau nos baixos e através da batalha respectivamente. 


Opção 1: 
1) Esta interrogação exprime a preplexidade do poeta sobre a fragilidade da condição humana e resulta da sua reflexão perante a aparente impossibilidade de encontrar um lugar seguro, onde o ser humano se possa resguardar ("bicho da terra tão pequeno"). Nos versos 5 a 12, o poeta representa a sua emoção perante os perigos ("grandes e gravíssimos") a que o homem se expõe, na constante incerteza do seu "caminho de vida nunca certo", nunca se encontrando defendido de tais adversidades. 

2) A mitificação do herói n’ Os Lusíadas é-nos representada neste excerto através da valorização do esforço português em ultrapassar graves perigos – quer no mar, quer na terra –, assim como a sua fragilidade enquanto homens (“No mar tanta tormenta e tanto dano”; “Onde pode acolher-se um fraco humano”). Atente-se ainda na consciência da desproporção existente entre o “fraco humano” e o “Céu sereno”, no qual o poeta realça o heroísmo daqueles que enfrentam forças adversas e, assim, ascendem ao nível dos deuses. 

Opção 2: 

1) A conjunção adversativa “mas” estabelece um contraste entre a crença na existência de uma ilha onde todos os sonhos são alcançáveis (“terra de suavidade”) e a consciência de que, ao concretizá-la pelo pensamento, ela perde as suas virtudes e deixa de ser, por essa razão, um espaço perfeito. 

2) Na presente composição, destacam-se como características temáticas da poesia de Fernando Pessoa ortónimo a oposição sonho/realidade (“Não se se é sonho, se realidade”), a dor de pensar, que resultam na perda do significado da ilha por tanto pensar em como será (“Mas já sonhada se desvirtua, / Só de pensá-la cansou pensar”) e o recurso ao símbolo presente na caracterização da ilha (“ilha extrema do sul”). 


Grupo II 

Versão 1 
1.1) B 
1.2) C 
1.3) D 

Versão 2 

1.1) D 
1.2) B 
1.3) C 

2.1) A função desempenhada pelo pronome pessoal “nos” correponde ao complemento direto, visto que comuta com: a, os, as, os. 

2.2) Oração subordinada adverbial causal 

Grupo III 

Desde sempre, a palavra foi um veículo de persuasão, consciencialização e mobilização. Houve momentos na história em que a palavra – mais do que qualquer outra arma ou via violenta – teve um papel essencial na resolução de conflitos ou, até mesmo, um papel significativo numa mudança mais radical. Contudo, manterá, atualmente, a palavra esse efeito e manifestar-se-á com a mesma relevância nos assuntos atuais? 

Apesar das mutações sofridas pela sociedade, a palavra detém ainda a sua relevância no que se prende com a resolução de questões de cariz social. Ora, procurando sensibilizar os cidadãos para a questão da violência entre alunos (bullying), vários indivíduos reconhecidos mundialmente – desde atrizes a cantores ou apresentadores de televisão – uniram-se em campanhas de combate a este fenómeno. Exemplo disso é a campanha americana It Gets Better, que contou com o apoio de Ellen Degeneres e até mesmo do presidente americano Barack Obama: estes sujeitos, com o seu dom da oratória e da palavra, conseguiram fazer a diferença. 

Outro papel que a palavra assume no mundo atual é o da manipulação e persuasão dos consumidores. Repleto de slogans vistosos ou longos discursos manipuladores, as grandes empresas dos dias de hoje recorrem sistematicamente à palavra para atingir maiores números de vendas e records de vendas. Exemplo disso são empresas como a Hasbro e, até mesmo, a Nestlé, que criam publicidade dos seus produtos com uma linguagem própria para influenciar a compra por parte de um público alvo mais jovem. 

Posto isto, a palavra mantém, de facto, um impacto significativo nos dias de hoje: seja procurando a resolução de situações mais urgentes, seja apenas como estratégia de marketing.